História das Paradas Gay

A Cidade de Salvador já está na VI edição da Parada do Orgulho Gay e promete reunir meio milhão de pessoas em torno da bandeira do arco-íris. O tema da parada deste ano é Homofobia = Racismo. Homofobia caracteriza o desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.
A primeira parada da Bahia aconteceu em 2002, em Salvador, com 10 mil participantes, crescendo para 30 mil em 2003, 50 mil em 2004, 180 mil em 2005, 300 mil em 2006. Essa ascensão demonstra que o movimento gay está se fortalecendo e que conta com inúmeros simpatizantes.  As Paradas da capital baiana já tiveram madrinha do porte de Ivete Sangalo e Daniela Mercury, e todos os anos a festa promove a igualdade e a existência do preconceito, ou seria melhor dizer pré-conceito? As pessoas não podem se influenciar pelo desconhecido. Para julgar é preciso conhecer.
A maior Parada Gay do Brasil e do mundo acontece na capital de São Paulo e costuma reunir aproximadamente 2 milhões de pessoas, entre gays, lésbicas e simpatizantes (GLS). Sempre com temas relacionados ao respeito à diversidade, a Parada é um sucesso e tem conseguido unificar o tema e os objetivos da maioria dos movimentos pelo país, desta forma, o movimento ganha mais força e cada vez mais o homossexualismo é visto como algo natural.  

 


                               

Violência sexual no MSN

Atualmente, os sites de relacionamentos (orkut, gazzag, etc.) estão sendo procurados para vários fins. Conversas, download de filmes, pesquisa e intercâmbio de informações, são alguns deles. Infelizmente, os fins não são sempre benéficos, há os que fazem apologia às drogas e às armas, há os que roubam senhas e informações, e desta forma, invadindo a privacidade alheia. 

Dia desses, estava navegando pela internet e ao visitar o site do Estadão me deparei com uma notícia chocante: "Pai abusa sexualmente da filha de nove anos". O título é chocante, mas quando me resignei a ler tal notícia, fiquei ainda mais surpresa: enquanto o canalha praticava o estupro, havia pessoas assistindo através do messenger, popularmente conhecido pelo msn. Gente! A que ponto nós cehgamos? Alugmas pessoas estão se tornando sádicas, verdadeiro bichos. Isso faz com que eu me pergunte: feitiches como esses se desenvolvem porque meios de propagação de notícia, informação e magens, como a internet, existem?

O acusado irá responder pela acusação de crimes de atentado violento ao pudor e pedofilia online. É provável que isso não sirva como lição de moral e que pessoas como essas, que infelizmente existem aos montes e normalmente ficam impunes. Imaginem quantos casos semelhantes a esses acontecem diariamente e ninguém fica sabendo.

A justiça no Brasil é tardia, e na maioria das vezes, falha. É triste imaginar que esse covarde, provavelmente, vai cumprir pouquíssimos anos na prisão.  Se condenado pelos dois crimes, o empresário pode pegar de 9 anos e meio a 17 anos e meio de prisão. No momento ele está detido  em prisão do sistema estadual carcerário. O nome do acusado é preservado em respeito à vítima e sua família. Bons fins e bons usuários, é disso que a rede mundial de computadores está realmente precisando.


O próprio umbigo e as relações perigosas.

Renata Preza

 

 

 

 

                                                

            Dia desses, estava dando uma olhada no Jornal da Facom, jornal laboratório das Faculdades de Comunicação da UFBA, e me deparei com o seguinte artigo: Relações Perigosas.  Nele constava uma relação de algumas das causas para o caos instalado no sistema de transporte público de Salvador, dentre elas, uma batalha judicial entre a Prefeitura e os donos das empresas de ônibus, por conta de um aparente desequilíbrio nas contas do Sistema de Transportes Coletivo por Ônibus (STCO).

            Deveria ser prioritário para a Prefeitura resolver esse problema, uma vez que, todos os setores que movimentam a economia da capital da Bahia, de certa forma dependem do bom andamento do sistema de transporte público.

            Além de problemas administrativos, existem os problemas de cidadania. Por isso, cada vez mais, pegar um ônibus se transforma numa verdadeira odisséia.

Certa feita, ao ir para faculdade, presenciei um desses fatos em que o que está em jogo é a falta de cidadania e a falta de respeito com as diferenças. Estava fazendo muito calor.  As pessoas se grudavam, o suor escorria por suas peles frescas da manhã. O ônibus da linha Lauro de Freitas x Terminal da França diariamente transportava centenas de pessoas. Freqüentemente ocorriam fatos inusitados e incríveis no “buzu”.

Naquela manhã havia alguns passageiros peculiares, tais como uma senhora bastante senil, um homem deficiente que só possuía um braço, um cobrador extremamente arrogante e dezenas de mulheres insuportavelmente egoístas que insistiam em ocupar lugares que não lhes pertencia.

Ao chegar ao terceiro ponto de São Cristóvão, um passageiro muito diferente entrou no coletivo. Ele tinha uma deficiência bastante rara: era muito pequeno, suas pernas eram curtas, entretanto seu tórax era muito menor em relação as pernas, dava um aspecto monstruoso ao homenzinho, que tinha lábios demasiadamente grossos, e poucos dentes na boca.

Os passageiros se mostravam indiferentes ao recém chegado. Ele carregava uma caixa que parecia ser enorme e pesada, para aquele corpo tão frágil. Nenhuma das pessoas ali presente levantou-se, era o mínimo a ser feito. Eu já estava de pé, não poderia ceder um lugar que não possuía.

Dois quilômetros a frente, o ônibus pára na Estação Mussurunga. Entra e sai de passageiros, de repente o pequenino homem cambaleia esbarrando em alguns passageiros, todos instintivamente o repelem, o homem revira os olhos e cai.

Gritaria e pânico, o ônibus foi tomado de angústia. O que fazer? Por sorte havia um posto policial ali, e em questão de segundos o oficial chega, tudo caminhava bem.

Pouco a pouco o homem abre os olhos, permanece deitado e assustado, o policial fala:

- Levanta!

Pensei:

- Como ele pode se levantar? Quase inconsciente ali naquele chão asqueroso!

Eu já estava em pé, como poderia ceder um lugar que não me pertencia? Havia mais homens que mulheres no ônibus, todavia, foi uma senhora que o ajudou a levantar. Eu estava perplexa!

Levantar foi “fácil”, andar é que seria um problema. Ninguém se manifestava. De repente um homem vem lá do fundo para ajudar- Até que existe gente boa no mundo!- calculei.

Decepção. O homem que veio ajudar era aquele que não tinha braço. Como pode?

Os dias passam e em todos eles posso sentir e ver o egoísmo presente nas pessoas.

Ninguém sabe se o homem está bem, se está vivo, por que o mais longe que as pessoas conseguem ver é o próprio umbigo.

 

Motivos

Este blog foi criado para a publicação de diversas matérias exigidas pela disciplina Novas Mídias.

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